O ser humano necessita de um fornecimento de ar contínuo para assegurar a sua existência, e de uma qualidade de ar para permanecer saudável. Um indivíduo requer 10-20 m3 de ar, em média, por dia, porém a qualidade do ar que respiramos está dependente dos níveis de emissões oriundas de fontes naturais e da actividde humana. Os poluentes mais comuns são o dióxido de enxofre (SO2), óxidos de azoto (NOx), monóxido de carbono (CO) e partículas totais em suspensão (PTS). Estes poluentes são classificados como poluentes primários, devido ao facto de serem emitidos directamente para a atmosfera. Existem outros poluentes, designados de poluentes secundários, tal como o ozono troposférico (O3) que resulta de uma reacção química entre poluentes primários.
Enumeram-se algumas fontes de poluição produzida pela indústria hoteleira:
| Poluentes atmosféricos | Fontes |
| CFCs (clorofluorcarbonetos) |
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| Emissões provenientes da utilização de combustíveis fósseis / gás |
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| Emissões provenientes da evaporação de hidrocarbonetos |
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| Odores, vapores |
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| Poluentes bacteriológicos |
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| Partículas |
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Contribui-se para a conservação dos combustíveis fósseis e para uma minimização das emissões, o que proporcionará:
1) Um ambiente mais saudável para os funcionários e hóspedes/ clientes.
2) Uma preservação ambiental.
3) Uma redução de despesas, diminuindo as contas de combustível e prolongando a vida útil do equipamento, minimizando o
desgaste.
A principal abordagem será a redução das emissões na fonte, a diminuição do consumo e a comutação para produtos, sistemas e meios menos nocivos, e para uma tecnologia mais eficiente. As principais
etapas:
1) a identificação do equipamento, materiais, processos e procedimentos operativos que contribuam para emissões perniciosas;
2) a avaliação total do edifício e do seu conteúdo relativamente às emissões perigosas e aos níveis de concentração;
3) o desenvolvimento de um plano de acção realista.
Uma gama abrangente de produtos químicos, nomeadamente os clorofluorcarbonetos (CFC’s), os quais são utilizados como refrigerantes nos refrigeradores, frigoríficos, congeladores, aparelhos de ar condicionado, vaporizadores aerosol e nos “halons” utilizados para a extinção do fogo, tem sido amplamente utilizada pela indústria hoteleira. Enumeram-se os refrigerantes mais comuns na tabela 3.1.
Estes refrigerantes são responsáveis pela destruição da camada de ozono cuja função consiste na protecção de toda a vida, animal e vegetal, no planeta, filtrando a radiação ultravioleta emitida pelo sol. O buraco existente, na camada de ozono, não tem cessado de crescer, alcançando, recentemente, uma latitude sobreposta ao sul do Chile, o que resulta ser um facto extremamente preocupante.
Torna-se, por conseguinte, urgente substituir os refrigerantes comuns e outras substâncias nocivas por refrigerantes cujo potencial deteriorante e permanência atmosférica seja amplamente inferior (tabela 3.2).
Tabela 3.1 – Refrigerantes Comuns| Símbolo | Refrigerante | Nome/ composição | PDCO* | Permanência atmosférica (anos) |
| CFC-11 | R-11 | Trichlorofluoromethane | 1.0 | 60 |
| CFC-12 | R-12 | Dichlorofluoromethane | 1.0 | 120 |
| CFC-113 | R-113 | 1,1,1-trichlorotrifluoroethane | 0.8 | 90 |
| HCFC-22 | R-22 | Chlorodifluoromethane | 0.05 | 120 |
| R-502 | Combinação de HCFC-22 e CFC-115 | 0.34 | ||
| Halon | H1211 | CF2CIBr | 3.0 | 25 |
| Halon | H1301 | CF2Br | 10.0 | 110 |
| Halon | H2402 | C2F4Br | 6.0 | 28 |
Tabela 3.2 – Substitutos Principais dos Refrigerantes Comuns e de outras Substâncias Deteriorantes da Camada de Ozono
| Símbolo | Refrigerante | Nome/ composição | PDCO* | Permanência atmosférica (anos) |
| HCFC-123 | R-123 | 2,2-dichloro-1,1,1-trichloroethane | 0.02 | 2 |
| HFC-134a | R-134a | 1,1,1,2- tetrafluoroethane | 0 | 16 |
| R-401A | Combinação de HCFCs 22/124 e HFC-152a (53/34/13 %peso) | 0.036 | ||
| R-401B | Combinação de HCFCs 22/124 e HFC-152a (61/28/11 %peso) | 0.04 | ||
| R-402A | Combinação de HCFCs 22/125 e propano (38/60/2 %peso) | 0.021 | ||
| R-402B | Combinação de HCFCs 22/124 e propano (60/38/2 %peso) | 0.033 | ||
| R-404A | Combinação de HFCs 125/134a e 143a (44/4/52 %peso) | 0 | ||
| R-406A | Combinação de HCFCs 22/124 e isobutane (55/41/4 %peso) | 0.057 | ||
| R-407A | Combinação de HCFCs 32/125/134a (20/40/40 %peso) | 0 | ||
| R-407C | Combinação de HFCs 32/125/134a (23/25/52 %peso) | 0 | ||
| R-408A | Combinação de HCFCs 22/124 e HFC-152a (53/34/13 %peso) | 0.026 | ||
| R-409A | Combinação de HCFCs 22/124/142b (60/25/15 %peso) | 0.048 | ||
| R-410A | Combinação de HFC 32/125(50/50 %peso) | 0 | ||
| NH3 | R-717 | Amónia | 0 | Inferior a 1 |
| CH(CH3)3 | R-600a | Isobutane | 0 | Inferior a 1 |
| HC-290 | R-290 | Propano | 0 | Inferior a 1 |

(Foto 3.1) O ser humano necessita de um fornecimento de ar contínuo para assegurar a sua existência.

(Foto 3.2) Os extintores de fogo são uma das fontes de CFCs.
(Foto 3.3) Poluentes bacteriológicos são, facilmente, encontados em torres de
arrefecimento.
(Foto 3.4) Os precipitadores electroestáticos equipados com um sistema de auto-limpeza são o tipo de equipamento preferencial de controlo de óleos e
fumos.
(Foto 3.5) Instalar fogões de dimensão adequada que correspondam às exigências
operacionais.
(Foto 3.6) Evitar a utilização de produtos que contenham CFCs, tais como as espumas e os aerosóis.
(Foto 3.7) Melhorar a eficiência das caldeiras ajustando o rácio ar/combustível e proceder a uma manutenção regular.
(Foto 3.8) Instalar dispositivos que controlem as emissões, tais como os filtros de partículas.
(Fonte: Direcção de Protecção Ambiental de Hong Kong).
(Foto 3.9) Os precipitadores electroestáticos podem ser instalados sobre os fogões, sendo desnecessária a instalação fora do
restaurante.
(Foto 3.10) O desempenho e o design de alguns equipamentos de filtragem do ar estão estritamente
relacionados.

(Foto 3.11) O equipamento ilustrado na fotografia (packed scrubber) possui uma menor eficiência e requer mais espaço, comparativamente com um precipitador electroestático.